Samir esteve na Palestina, visitando Al Quds, Jerusalém.
Passeou longas horas por aquelas ruas antigas, cobertas pela poeira do tempo. E no alto da magnífica Esplanada das Mesquitas, com o céu do fim da tarde contrastando com a enorme cúpula de Omar, teve a impressão de que não estava em Jerusalém, mas num lugar fictício. As igrejas, as sinagogas, as mesquitas, tudo compunha uma única cidade. Não se falava mais árabe, hebraico, latim, grego, francês ou inglês; só havia o canto dos pássaros. E as pessoas lá embaixo, nas ruas tortas, entre o casario amarelado pelos séculos: quem distinguiria o judeu, o muçulmano, o cristão, o ateu?


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